
Lot
Larissa De Souza
Pau de Cabinda
123 x 154 cm
tinta acrílica, aplicações e folha de ouro sobre linho
assinatura no verso
2024
Exposição solo "Fé Feitiço", galeria Simões de assis - 2025.
A pintura "Pau de Cabinda" (2024) faz parte da série "Fé Feitiço", exibida na Galeria Simões de Assis, em São Paulo, em janeiro de 2025. Nessa série, desenvolvida a partir de uma pesquisa realizada durante minha residência artística em Luanda, entre 2023 e 2024, busquei investigar as crenças populares brasileiras e angolanas.
A proposta era mergulhar na fé transmitida pela oralidade (uma fé que habita o inconsciente coletivo ), sem necessariamente me aprofundar no campo religioso. No Brasil, temos o que chamamos de "simpatias"; nessa série, meu interesse era compreender o uso das ervas, feitorias e gestos de proteção que possam se entrelaçar com nossa cultura. Afinal, Brasil e Angola possuem histórias atravessadas pelo Atlântico e compartilham raízes da cultura bantu, vinda da África, especialmente de Angola.
A pintura "Pau de Cabinda" aborda a casca de uma árvore chamada Cabinda, amplamente utilizada por homens que enfrentam problemas de disfunção erétil. Embora o tema seja considerado um tabu em Angola (por tocar em questões relacionadas à masculinidade), há divergências em torno de seu uso: a medicina tradicional não o reconhece, enquanto a medicina ancestral o recomenda.
Na pintura, vemos um homem carregando a árvore de Cabinda sobre a cabeça, enquanto seu pênis está ereto. Essa imagem também pode ser associada a Exu, orixá cuja representação, em muitos contextos, está ligada ao falo e, consequentemente, à fertilidade.
As texturas que compõem a tela são criadas com pedras, que adornam a pintura como um portal simbólico.
A pintura "Pau de Cabinda" (2024) faz parte da série "Fé Feitiço", exibida na Galeria Simões de Assis, em São Paulo, em janeiro de 2025. Nessa série, desenvolvida a partir de uma pesquisa realizada durante minha residência artística em Luanda, entre 2023 e 2024, busquei investigar as crenças populares brasileiras e angolanas.
A proposta era mergulhar na fé transmitida pela oralidade (uma fé que habita o inconsciente coletivo ), sem necessariamente me aprofundar no campo religioso. No Brasil, temos o que chamamos de "simpatias"; nessa série, meu interesse era compreender o uso das ervas, feitorias e gestos de proteção que possam se entrelaçar com nossa cultura. Afinal, Brasil e Angola possuem histórias atravessadas pelo Atlântico e compartilham raízes da cultura bantu, vinda da África, especialmente de Angola.
A pintura "Pau de Cabinda" aborda a casca de uma árvore chamada Cabinda, amplamente utilizada por homens que enfrentam problemas de disfunção erétil. Embora o tema seja considerado um tabu em Angola (por tocar em questões relacionadas à masculinidade), há divergências em torno de seu uso: a medicina tradicional não o reconhece, enquanto a medicina ancestral o recomenda.
Na pintura, vemos um homem carregando a árvore de Cabinda sobre a cabeça, enquanto seu pênis está ereto. Essa imagem também pode ser associada a Exu, orixá cuja representação, em muitos contextos, está ligada ao falo e, consequentemente, à fertilidade.
As texturas que compõem a tela são criadas com pedras, que adornam a pintura como um portal simbólico.

Art Auction News!
Be the first to receive the schedule of upcoming auctions, exhibitions and collection news.
By signing, you agree to our privacy policy.