Aldemir Martins
Aldo Bonadei
Alfredo Ceschiatti
Anita Malfatti
Antonio Bandeira
Antonio Dias
Antonio Gomide
Antonio Poteiro
Arcangelo Ianelli
Arlindo Dailbert
Arnaldo Ferrari
Artur Barrio
Augusto Rodrigues
B
Benedito Peretto
Burle Marx
C
Candido Portinari
Carlos Scliar
Carybé
Charles Amable Lenoir
Cícero Dias
Cláudio Tozzi
Clóvis Graciano
D
Daniel Senise
Dario Mecatti
E
Edgar Oehlmeyer
Emanuel Manasse
Emiliano Di Cavalcanti
Enrico Bianco
Ernesto De Fiori
F
Fang
Farnese De Andrade
Flávio De Carvalho
Flávio Império , Maria Bonomi E Renina Katz
Frans Krajcberg
Fulvio Pennacchi
G
Gustavo Rosa
I
Iberê Camargo
Ivald Granato
Ivan Freitas
J
J. Lazerges
Jorge Mori
José Antônio Da Silva
José Bechara
José Pancetti
José Pedrosa
L
Lívio Abramo
Lothar Charoux
Louis I´Cart
Luiz Paulo Baravelli
M
Manabu Mabe
Manoel Martins
Marcelo Grassmann
Maria Bonomi
Maria Guilhermina
Maria Tomaselli
Mário Gruber
Mario Zanini
Massimo Campigli
Maurício Nogueira Lima
Mira Schendel
N
Newton Mesquita
Noêmia Mourão
O
Omar Rayo
P
Paulo Rossi Osir
Pedro Alexandrino
Pedro Weingartner
R
Raphael Galvez
Reynaldo Fonseca
Ronnie Wood
S
Sérgio Millet
Siron Franco
Sou Kit
T
Thomas Santa Rosa
Tomie Ohtake
Tran Tho
V
Vasco Prado
W
Waldemar Belizário
Walter Levy
Wega Nery
Y
Yolanda Mohalyi


 
71 - CÍCERO DIAS

MOÇAS EM OLINDA
73 X 60 cm
óleo sobre tela
ass. inf. dir. dec. 50
CÍCERO DIAS
“A cor violenta e explosiva das telas de Cícero Dias não resulta apenas do desejo de reproduzir as manifestações decorativas da natureza; são mais do que isso, são elementos primordiais da nossa terra, da nossa vida, da nossa maneira de ser e de reagir ante o ambiente que nos cerca. Vem daí que Cícero Dias, antes de pertencer à Escola de Paris e, apesar do aspecto ‘não figurativo’ da sua arte, é um pintor estritamente brasileiro. Não Necessitou ele do ‘assunto’, do pitoresco anedótico, para criar uma arte autóctone; bastou-lhe a emoção pura que transcende das nossas qualidades brasileiras e o emprego sistemático de certos ritmos formais e a escolha de determinadas relações cromáticas. Prova, desta maneira, que, assim como o estilo, o caráter autóctone de uma obra de arte independente do ‘motivo’.

A pintura de Cícero Dias se acha em íntima relação com a nossa natureza interior, enquanto que a natureza exterior é vista pelo artista com os olhos do espírito. Esta arte se conserva ligada à terra, ao mundo das aparências, pela sua vitalidade gerada pelo dinamismo das cores e das formas. Ora são os verdes - evocação do reino vegetal - que se destacam da harmonia e vivificam toda a tela, são verdes diferentes, tropicais, que muito tem a ver com a cor das palmeiras e dos canaviais; ora dominam os azuis puros que se acham em concordância com o azul do céu; ora os vermelhos explosivos e quentes evocam a exuberância colorida das cores tropicais, a violência dos nossos sentimentos e o calor de nossa atmosfera. Por vezes distinguimos, entre o emaranhado das formas abstratas, a massa de uma floresta tropical ou, numa visão aérea, os contornos de uma paisagem brasileira (veja-se, por exemplo, a tela Les Villes Jumelles’). Aliás, quase todas as telas de Cícero Dias sugerem a paisagem, são, poderíamos assim dizer, ‘paisagens abstratas’ “.
Flávio de Aquino
 


 

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