Aldemir Martins
Aldo Bonadei
Alfredo Ceschiatti
Anita Malfatti
Antonio Bandeira
Antonio Dias
Antonio Gomide
Antonio Poteiro
Arcangelo Ianelli
Arlindo Dailbert
Arnaldo Ferrari
Artur Barrio
Augusto Rodrigues
B
Benedito Peretto
Burle Marx
C
Candido Portinari
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Charles Amable Lenoir
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D
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Dario Mecatti
E
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Emiliano Di Cavalcanti
Enrico Bianco
Ernesto De Fiori
F
Fang
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Flávio De Carvalho
Flávio Império , Maria Bonomi E Renina Katz
Frans Krajcberg
Fulvio Pennacchi
G
Gustavo Rosa
I
Iberê Camargo
Ivald Granato
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J
J. Lazerges
Jorge Mori
José Antônio Da Silva
José Bechara
José Pancetti
José Pedrosa
L
Lívio Abramo
Lothar Charoux
Louis I´Cart
Luiz Paulo Baravelli
M
Manabu Mabe
Manoel Martins
Marcelo Grassmann
Maria Bonomi
Maria Guilhermina
Maria Tomaselli
Mário Gruber
Mario Zanini
Massimo Campigli
Maurício Nogueira Lima
Mira Schendel
N
Newton Mesquita
Noêmia Mourão
O
Omar Rayo
P
Paulo Rossi Osir
Pedro Alexandrino
Pedro Weingartner
R
Raphael Galvez
Reynaldo Fonseca
Ronnie Wood
S
Sérgio Millet
Siron Franco
Sou Kit
T
Thomas Santa Rosa
Tomie Ohtake
Tran Tho
V
Vasco Prado
W
Waldemar Belizário
Walter Levy
Wega Nery
Y
Yolanda Mohalyi


 

114 - FULVIO PENNACCHI


RESSURREIÇÃO DE LÁZARO
100 x 130 cm
óleo sobre tela
ass. inf. dir. 1942
reproduzido no livro Fulvio Pennacchi de P.M.
Bardi ed. Raízes à pág. 73
obra selecionada para a retrospectiva a ser
realizada na Pinacoteca do Estado de São Paulo

A Ressurreição de Lázaro
Jazia na sombra do fossado escuro, sem mais vida;
Marta e Maria consumidas pela dor, sem mais paz;
Chegou Jesús –
... .... ...
E a Lázaro chamou com voz amiga,
“Lázaro, venha, levante e caminha”
Assombro imenso, multidão aterrorizada, bocas abertas,
... .... ...
E ao coração humano o milagre realiza-se pela força divina
de amor, de bondade do generoso coração do Senhor.

Fulvio Pennacchi,
Sem dúvida uma das mais dramáticas obras de Fulvio Pennacchi da década de 1940. Não é um tema muito recorrente na iconografia religiosa. Poucos exemplos conhecidos ficam por conta do afresco de Gian Giacomo Testa (1582) e uma boa e grande obra de Michelangelo Merisi, ovvero, Caravaggio (1608-1609). A meu ver, o episódio que neste caso está atrelado, à compaixão de Cristo frente às irmãs que viviam o luto – Lázaro já estava morto há quatro dias – não deve ser considerado somente sob essa ótica; mas principalmente porque durante sua vida terrena, Cristo afirmou “que era a luz e com o exemplo presente, também demonstrou que era a ressurreição e a vida”!

Obra de grandes dimensões com cerca de 25 dramáticas personagens, “Ressurreição”; um dos últimos exemplos de sua revisão da pintura “chiaroscuro”, (pintura com contrastes entre luz e sombras criando uma perspectiva tonal onde as figuras do fundo são muito mais definidas pelos tons do que pelas linhas de contorno) mais próxima da Itália e Flandres do século XV do que dos maneiristas e barrocos do século XVI.


A predominância dos tons escuros é quebrada por uma luminosidade de fonte não identificável a partir da esquerda da obra, apresentando a figura preeminente de um Nazareno sereno e luminoso de cores contrastantes com aquelas utilizadas na cena cujo imperioso gesto da mão direita denota energia, mas como na poesia composta concomitantemente ao quadro, seu semblante e a “voz amiga” eliminam qualquer autoritarismo dominador e arrogante.


Completa a composição uma multidão triste e assombrada e um Lázaro, assistido por dois dos apóstolos, propositadamente estático, impedido em seus movimentos pelas inúmeras tiras de pano que revestem seu corpo.
Valério Pennacchi

 


 

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